terça-feira, 4 de novembro de 2008

Auster

Auster


Por uma ironia do destino, conheci o Daniel-san numa partida de RPG. Ironia pois era ele quem estava narrando(foi a primeira e única vez em que ele narrou pra mim)! Gostei do jogo, mesmo não sendo concluído, e devo admitir que tinha a esperança de me tornar jogador e não apenas mestre. A esperança é a última...

O que importa é que ele foi chamado para jogar na minha campanha e, sendo eu um mestre que gosta de dar liberdade aos jogadores, expliquei apenas a mecânica básica do jogo: a história do personagem era por conta própria do jogador, e de uma maneira bastante livre. Eu dou sempre um jeito de encaixar na campanha aquilo que os jogadores inventam (mesmo que seja um pouco diferente do que eles imaginavam).

Com isso em mente, o Daniel-san resolveu criar um mago. Mas não um mago qualquer: criou Auster, o mago ambicioso. O mago que faria quase qualquer coisa para obter mais poderes mágicos. Mas havia um problema...

O Daniel conhecia bem as regras do GURPS, mas não do D&D. Como exemplo inocente, um mago, no GURPS, pode até lançar uma bola de fogo, mas ela geralmente será o equivalente a uma bola de tênis em chamas. Machuca uma pessoa, mas dificilmente mata.
No D&D, uma bola de fogo é algo a ser temido! É mais ou menos do tamanho de uma bola de boliche e, ao bater em alguma superfície ela explode em uma área considerável, causando muito dano a muitos caboclos de uma só vez!

E foi assim que, após uma série de aventuras em que o Auster já havia conquistado seu espaço na equipe, resolvi presenteá-lo com a referida magia. Na primeira oportunidade em que enfrentaram vários inimigos de uma só vez (creio que eram os Rakasta), Auster lançou sua bola de fogo. O detalhe: todos estavam em uma sala pequena, menor que a área da magia!
Todos fritaram, mas os únicos que pereceram foram os rakastas e... Auster.

Triste fim do mago ambicioso...

Um comentário:

  1. Interessante lembrar do início e do fim prematuro de um personagem. A saga continua. Auster vive !!!!! Se me recordo bem, estávamos trabalhando em uma aventura solo para que ele retorne ao mundo dos vivos. A história não pode terminar assim. Será que você não concorda meu nobre amigo e mestre ?

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